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  • Foto do escritorMaria do Mar Vieira

Aeroportos




Recentemente fui de viagem até Londres e Paris com a minha família e alguns amigos.

Os aeroportos deixam-me sempre bastante ansiosa, com aquela confusão toda de pessoas a passar por todos os lados e da quantidade de filas e esperas. De luzes muito fortes e intensas. Passar por máquinas que nunca sei se vão apitar ou não. Levo sempre roupa muito confortável e sem metais ou coisas que acho que não vão apitar. Fico sempre muito nervosa porque não sei se primeiro ponha a mochila no tabuleiro e depois tire o casaco e ponho noutro tabuleiro, ou se tire o casaco primeiro e ponha tudo ao mesmo tempo no mesmo tabuleiro, e se tenho de tirar os sapatos, se tenho de tirar alguma coisa para fora da mochila. Acho sempre que vão descobrir uma faca ou uma garrafa de água dentro da minha mala, mesmo eu tendo a certeza que não tenho lá nada. E a seguir passar por outra máquina para validar os passaportes e não saber o que fazer e ter de ir sozinha. E quando acho que o pior já passou e que estou safa, tenho de passar por um corredor ao qual não posso escapar e tenho de aguentar com os cheiros intensos de perfumes, cremes e outras coisas. Eu ando o mais rápido possível até chegar ao fim e me poder sentar num banco. A viagem ainda não começou e eu já estou cansada e sobrecarregada. Por fim temos de aguardar e esperar mais não sei quanto tempo até irmos para o avião. É certo que adormeço logo mal o avião descola.

Não saber o que vai acontecer é algo que me deixa sempre muito stressada. Mesmo sabendo exatamente a ordem de tudo o que vai acontecer e ter uma lista mental de todos os processos a seguir num aeroporto, nunca acontece da mesma maneira. Acho que as pessoas que trabalham nos aeroportos deviam seguir exatamente sempre as mesmas regras.

Felizmente tinha um familiar que estava sempre ao meu lado a dizer-me tudo o que ia acontecer a seguir, o que eu tinha de fazer e ia à minha frente para eu ver primeiro como tinha de agir.

Além disso tinha a fita do girassol comigo, o que significa que tenho uma deficiência invisível e posso necessitar de acomodações. Isso deixou-me mais tranquila, confortável e segura. Quando a máquina apitou, reparei que tiveram um cuidado maior comigo, dizendo logo à pessoa que estava comigo para ir para o pé de mim e perguntando-me se me podia tocar. Ao entrar para o avião tive prioridade e fui uma das primeiras.

Aeroportos podem ser muito stressantes, confusos e locais de grande sobrecarga. É importante termos o apoio necessário, não só das pessoas que estão connosco, mas do próprio aeroporto em si, criando mais acomodações, para uma viagem ser algo prazeroso e não um tormento.




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