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  • Foto do escritorMaria do Mar Vieira

Viagens

Como sabem, recentemente fui a Londres e a Paris com a minha família e amigos.

Viajar e conhecer novas cidades é algo incrível e que gosto bastante, mas também é algo muito desafiador e exaustivo.

Adaptarmo-nos a uma nova rotina, a diferentes pessoas e aos seus ritmos é algo que exige um certo esforço. Estou habituada a ter a minha própria rotina, mas em viagem tudo muda. São muitas mudanças diárias que demoro tempo a processar e às quais é difícil, ou mesmo impossível, me adaptar.

Cidades grandes têm uma quantidade de estímulos avassaladora. Desde a quantidade de pessoas que andam nas ruas, ao barulho que nunca acalma, aos meios de transporte, às luzes em tudo e mais alguma coisa, principalmente à noite e luzes que piscam e que me fazem doer os olhos, à novidade que existe em tudo o que vemos. Sensorialmente é algo muito exigente, e a acrescentar a isso temos os quilómetros que se fazem a andar por dia, mais as refeições que são sempre mais escassas e muitas vezes estranhas e onde não há nada para comer que gostemos (seletividade alimentar). O fim do dia termina em cansaço extremo e em Shutdown. Para no dia seguinte termos de acordar cedo e repetir tudo de novo.

É importante viajarmos com pessoas que nos conheçam muito bem e que nos deem o apoio necessário quando precisamos. Saberem que quando dizemos não aguento mais, é porque não aguentamos mesmo mais, e precisamos de parar e ficar resguardados durante um tempo. Que precisamos de descansar mais vezes do que o habitual. Que se começarmos a chorar é porque precisamos de espaço e tempo para nos regularmos. Que por vezes não vamos querer entrar em certos sítios e está tudo bem nisso e não vale a pena insistirem. Nós esperamos cá fora. Que há momentos que vamos precisar de um pouco mais de atenção para nos sentirmos mais seguros e confortáveis. Que podemos querer ficar no hotel durante umas horas. E não, não é desperdício de tempo e não é não aproveitar a viagem. É sabermos os nossos limites e sabermos parar, para depois podermos aproveitar o restante tempo da melhor maneira e não estarmos constantemente em crise. É essencial as pessoas que nos acompanham saberem isto tudo e não nos fazerem sentir culpados, porque somos mais novos e não nos devíamos cansar primeiro que eles, que são mais velhos. Isto só gera sentimentos de frustração dentro de nós.

Viajar pode ser um tormento ou pode ser algo prazeroso. E isto depende de nós próprios e de quem temos à nossa volta. Confiança é a chave. Tenho confiança em quem me acompanha e não tenho medo de dizer ‘Preciso de parar’. E confiança das pessoas que estão comigo, que sabem que quando eu precisar, eu vou pedir ajuda.

Esta viagem teve alguns momentos complicados, mas tive o suporte necessário quando precisei. E assim esta viagem tornou-se agradável.














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