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  • Maria do Mar Vieira

Retrospectiva 2021

Esperava-se um ano mais difícil para toda a gente, mas na verdade foi o ano em que alcancei mais conquistas.

Terminei um curso e um estágio com uma nota bastante alta. Organizei o meu próprio evento Ao Som do Silêncio. Foi o ano em que fiz mais trabalhos como modelo fotográfico. Conheci uma Companhia de Dança incrível. Saiu um artigo sobre mim na revista Activa. Viajei sozinha para outras cidades. Falei em público para um grupo de cerca de vinte pessoas. Dancei na Decathlon Coimbra. Fui convidada para fazer uma live no instagram.


Isto foram as conquistas finais, que estão à vista de todos, mas o mais importante foi a viagem e o processo que fiz até chegar lá. Podem não saber, mas eu quis desistir sempre. A meio do meu estágio pensei que não seria capaz, depois de ter algumas crises achei que não iria conseguir aguentar até ao fim, quis desistir e houve dias em que não fui por estar completamente de rastos. Enquanto organizava tudo para o meu evento, achei que ia correr tudo mal, que não ia conseguir fazer as coisas a tempo e que era melhor cancelar tudo. Sempre que ia para uma sessão queria desistir no último minuto. Quando estava à espera na estação de comboios para ir para outra cidade, pensava em pegar nas malas e ir embora. Estar numa cidade sozinha durante alguns dias é algo aterrador. Desde meios de transportes, refeições até às interações. Eu quis desistir sempre quando a ansiedade entrava dentro de mim. Mas algo me fez continuar. Algo me fez ir ao estágio no dia seguinte, algo me fez entrar no comboio, algo me fez falar em frente daquelas pessoas todas, algo me fez dançar, algo me fez entrar no hotel, algo me fez entrar nos restaurantes, algo me fez fazer isto tudo.

‘Quando isto acabar, eu sei que vou dizer: Ainda bem que fui. Valeu a pena. Foi o melhor dia da minha vida.’ Esta foi a frase que me fez sempre ir e nunca desistir. Pois esse é o melhor sentimento do mundo. Saber que conseguimos fazer algo. Saber que ultrapassámos esse desafio. E celebrar isso é tão bom! ‘Mãe, consegui fazer isto sozinha!’, esta foi das frases que a minha mãe mais ouviu, e em todas elas, ela levantava-se sempre com um sorriso na cara e dava-me um forte abraço. Fui sozinha ao centro comercial comprar a prenda de natal do meu pai. ‘Esta prenda tem ainda mais valor por saber que foste lá sozinha e que conseguiste.’ Foi a resposta do meu pai cheio de orgulho.

Nunca imaginei que 2021 fosse tão bom. Foi um ano intenso, de muito esforço, de muita força, de muita coragem. Mas foi o melhor ano para mim. Alcancei conquistas que nunca pensei serem possíveis de eu alcançar.

Em 2022 quero continuar a sentir este sentimento e a festejar todas estas pequenas grandes conquistas com as pessoas maravilhosas que tenho à minha volta e que sem elas seria tudo tão mais difícil.

‘O céu é o limite’, como diz a minha mãe, e só vou parar quando o ultrapassar.





Fotos: José Fadista, Carla Curinha, Vasco Inglez, Xico Sousa, Rose Richards, Inês Silva, João Bonacho, Miguel Silveira, Miguel Anunes, Nelson Gomes, Beatriz Almeida, João Azevedo, Joana Cordeira, Jennifer Duarte, Inês Rocha, Francisco Pires, Carlos Gomes, Bruno Days, David Sineiro, Paulo Gandra, José Silva, Beatriz Cabanelas, Filipe Correia, Ana Luar, Filipe Roque, Raul Santos.

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